quinta-feira, 30 de junho de 2011

Não é a hora de dar nome ao gato e comprar mobilha.


Holly – Não sou Holly. Não sou nem Lula Mae. Não sei quem eu sou. Sou como esse gato. Somos dois coitados sem nome. Não  pertencemos a ninguém e ninguém pertence a nós. Nós nem sequer pertecemos um ao outro
(…)
Paul –Sabe qual é o seu problema, Srta. Quem-quer-que-seja? Você é medrosa. Não tem coragem. Tem medo de encarar a realidade e dizer “A vida é um fato. As pessoas se apaixonam sim e pertencem umas às outras sim, porque esta é a única chance que têm de serem realmente felizes”. Você acha que é um espírito livre, selvagem e morre de medo de ser enjaulada. Bem, querida, você já está nessa jaula. Você mesma a construiu. E ela não fica em Tulip, Texas ou em  Somaliland. Ela está em qualquer lugar que você vá. Porque não importa para onde você corra, você sempre acaba trombando consigo mesma.
Quero a sorte de um amor tranquilo.
Em Manhattan não exitem clichês e é pra lá que eu vou, ao som da Bossa Nova, claro.
Afinal, o que se pode querer da vida, além de ser verdadeiramente, loucamente e desesperadamente feliz?

Desse clichê eu não abro mão.